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Este blogue é feito por Amigos para Amigos, porque a Amizade é uma das melhores coisas da vida. Quem vier por bem será bem acolhido. Sejam bem vindos!

O Menino e o Benfica

por Henrique Antunes Ferreira, em 24.12.15

  

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No domingo tinha visto na televisão o que julgava ser o último desastre do Sporting de Jorge Jesus: na Madeira o União pregou 1 – 0 aos lagartos. Uns dias atrás registara-se na Pedreira, Braga 4 – rival 3. Agora é a Doyen que quer papar 12 milhões ao clube e até no handebol levaram seis de diferença contra o FêCêPê. Uma semana horribilis para o B. de C. Arre porra, que é demais. Um gânglio basal do meu cérebro faz com que eu pule de alegria: como já compreenderam sou benfiquista até à derradeira gota de sangue, Policarpo Eusébio, casado, um par de rebentos e – e bom chefe de família, nos tempos salazarentos dizia-se assim.

 

Acho que o Orelhas, oops, o Luís Filipe Vieira é o maior do mundo dos presidentes dos clubes do chuto na canela (Falam os insidiosos e ingratos nuns pneus com pó branco dentro que há anos comercializou, deixá-los falá-los); também tenho a certeza de que o Rui Costa anda muito apagado mas vai arrebitar e que o Rui Vitória (a quem alguns mal-intencionados ali das bandas da casa de banho da Catedral dizem que mudou de nome e agora é só Rui) que se ponha a pau… Ele vai-se safando, mas os assobios…

 

Curiosamente amanhã é o dia de Natal (mau, começam já as confusões do costume originadas pela pergunta: o Natal

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dos Ortodoxos é o mesmo do dos Católicos?) Ora bem convém-me explicar, se for capaz disso, o que realmente se passa. Milhões de cristãos ortodoxos celebram o Natal no dia sete do Janeiro que se avizinha. Mas todos os cristãos recordam a Natividade a 25 de Dezembro, ou seja amanhã. Essa agora, que raio de situação: dois dias diferentes são… o mesmo dia?

 

O culpado desta aparente divergência é o calendário, ou os calendários. Com a breca; dizem os ortodoxos que não há um Natal atrasado. Aceitemos, porque na matemática, pasme-se, dois mais dois são quatro, mas também podem ser cinco… Nunca gramei a desgraçada matemática, por isso não percebo puto dela. Adiante que aritmética e essas coisas não são para aqui chamadas. Diz quem sabe que a explicação é simples: a Igreja Ortodoxa nunca aceitou a reforma do calendário feita em 1582 pelo papa Gregório XIII (que, mais papista que o papa, Portugal adoptou imediatamente) e continuou utilizando o até então calendário Juliano, enquanto o mundo ocidental passou gradualmente a utilizar o calendário Gregoriano. Daí que pareça ser verdade: são os dois o mesmo dia. Por mim – passo.

 

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Posto isto, o olfacto diz-me que vem da cozinha um aroma composto de muitos cheiros. Já estão a cozer as batatas, as couves pencas, os brócolos e os ovos e obviamente o bacalhau. Já se cortam a cebola o alho e os coentros (cá em casa ninguém topa a salsa). Há outros acepipes para os que odeiam o ex- fiel amigo. E há as filhós, os coscorões, as azevias, os sonhos de abóbora e sem, o bolo-rei e até o mesmo, mas rainha. A árvore, ao canto da sala, já cintila e no presépio armado em cima da cristaleira ainda não chegaram os Reis Magos, ainda que  a Estrela pisque gloriosamente.

 

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Batem à porta, é o Chico Gordo, tão ferrenho como eu, com um cachecol vermelho e um saco de garrafas. A esposa vem albardada  com um bolo de bolachas e mais uns comes. Vêm da casa deles e trás atrelada a família. Boas festas e trálaralará. O caçula perdeu a chupeta e berra que nem quando os nossos metem mais uma batata. Cala-se perante a árvore de plástico made in China engalanada, quer deitar a mão às bolas, às luzes e às estrelas, todas ao mesmo tempo, mas a Elvira-mãe diz-lhe que isso não se faz.

 

O puto que tem três anos não lhe liga peva torna a avançar. O Chico perde a calma – este gajo fez-me doer a tola durante todo o dia – dá-lhe uma lambada (pequena) e o miúdo recomeça a berrar, quero, quero, quero. Da sala de jantar vem outro brado, todos prá mesa!!!.  O pessoal desloca-se para apreciar os manjares, dar-lhes uma olhadela e comer. A bebida é muito importante. Há um tinto reserva de Esremôs, há um branco da adega cooperativa de Pias. Um rosé Muralhas e digestivos: uisque da Irlanda do Norte Bushmills, gin Gordons, teqilla Serrana, porto Dona Maria, cachaça Tiradentes e outras indiscriminadas. Só da descrição um homem fica bêbadíssimo... O gaiafo não come bacalhau, nunca bebeu "alcoois"; fica-se por Ice tea, light, por mor do açúcar que estraga os dentes e outras maroteiras e enfarda almôndegas com esparguete. A vida é dura e enclacrada logo aos três anos...

 

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No presépio montado em redor da árvore de Natal, ideia da minha filha Becas, com a ajuda do tipo que vive com ela, o namorido Valentim, estão a chegar osTrês Magos. Belchior, Baltasar e Gaspar, com os respectivos camelos (ai tantos que há por aí...) e os pastores ajoelhados rodeadosde ovelhinhas. Por cima paia um anjo, pendurado por um fio de nylon  num ramo da árvore, a fingir que está a  pairar. A Estrela que orienta os visitantes tm uma lampada dentro nem precisa de GPS. A Senhora, José, o pai (?) da criança. não está lé o Espirito Santo que o Salgado já saiu da gaiola. Salvo pequenas diferenças os presépios são tos iguais. O Menino deitado nas palhinhas da manjedoura sorri em barro. E penso para mim próprio que ele deve ser do Glorioso.

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NE - O textículo acima diz bem da categoria indesmentível e incontornável do autor: ele até é sprtnguista!!!...  

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