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Mensagem de Boas Vindas

Este blogue é feito por Amigos para Amigos, porque a Amizade é uma das melhores coisas da vida. Quem vier por bem será bem acolhido. Sejam bem vindos!

É mesmo velho...

por Henrique Antunes Ferreira, em 29.11.15

 

 

 

Só quando se chega a uma provecta idade se dá conta que o Mundo mudou (quase) completamente: é o meu caso. Parece vergonhoso reconhecê-lo, mas não é. Um homem é um homem e um gato é bicho. Vejam-se alguns exemplos diversos. Na linguagem dizia-se uns anos afastados muito bom; hoje é bué da fixe; como estás meu amigo? Agora para simplificar como tás meu? Adulto é cota. Isto implica situações chatas e por vezes complicadas. Porém não é só na linguagem. Um exemplo.

 

Há uns doze/treze anos conversava com os meus netos sobre as coisas do antigamente. Vocês sabem que o avô ainda usou telefones de manivela? De manivela? E não havia smartfones? Tabletes? Play stations? Nada disso, oh, oh… Usei mesmo telefones de manivela mais ou menos iguais aos que aparecem nos filmes de cobóis… Cobóis? O que é isso? Lá tive de explicar o que eram os ditos cujos que geralmente batiam-se com s bandidos e sacavam mais rapidamente do que eles. Sacavam? Ganda seca! Resumi a informação e passei para outra onda (curta).

 

 

Eléctricos abertos2483487.jpg

 

 

No meu tempo havia eléctricos sem paredes laterais, abertos… Como assim? Laterais? Abertos? Pois era; para facilitar a entrada aos passageiros pois s bancos eram corridos. Essa agora… E como se chegava à máquina distribuidora de tíquetes e de validação? Não havia, eram os cobradores que picavam os bilhetes e os cobravam e para isso traziam uma carteira em tiracolo para guardar  o dinheiro e fazer os trocos. Chamávamo-los pica-bilhetes e eles não gostam. Então nã existiam autocarros nem metro?  Os primeiros havia; metro, nem pensar.

 

Bom, os carros não traziam cintos de segurança. Não traziam cintos de segurança? Mas isso era um ganda p’rigo! Muito menos airbags… E então quando  os carros chovavam? É tudo muito estranho. Sem cintos de segurança e sem airbags não se podia andar. Um cota era apanhado e comia uma ganda multa! Os chuis passavam logo o papel e recebia as notas registando-as num computador. Num computador? Sim, mais pequenos do que um laptop. Os cinco olhavam-me desconfiados, mais do que espantados.

 

E lá no fundo do sofá surgiu um comentário: o avô é mesmo velho… Pelo sim, pelo não, nunca mais lhes coisas do antigamente. Um homem tem os seus direitos…

 

 

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32 comentários

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De CÉU a 01.12.2015 às 11:23

Olá, querido amigo Henrique!

Espero que estejam todos bem, incluindo os seus "chavalos".

Foi, com agrado, que recebi a sua visita e comentário no meu blogue, mas acredite que já tinha tentado encontrar o seu, o novo, no Sapo, só que estou pouco familiarizada com este "bicharoco" (falo do sapo, animal) que me enoja e detesto, mas todas as tentativas me saíam goradas. Foi desta! Ainda bem!

Li no blogue do Pedro Coimbra, "Devaneios a Oriente" o seu COMENTÁRIO/DESABAFO/INDIGNAÇÃO, e estou, mais ou menos, a par das "tormentas" por que passou o seu ex. blogue, que estava no Blogger (acho que é este o nome. Eles são brasileiros, gente (não os que lideram essa "máquina") que o Henrique conhece e com quem se dá bem, e querem eles lá saber se o Henrique é contra ou favor do político "A" ou "B"! Penso que não houve censura, sinceramente falando, mas, decerto, outros motivos, que não políticos e sociais.

Li o seu engraçadíssimo e realista texto, e até entendo o espanto dos seus garotos/netos! Eu, também, não sou do tempo do telefone de manivela, nem do elétrico aberto (então e os passageiros não caíam?), mas fiquei agora a saber. Estou a não dizer, totalmente, a verdade. Nos filmes antigos, os do António Costa e Vasco Santana, vi esses telefones, sim, vi, mas elétricos abertos, desconhecia, completamente.

Ora, não se sinta velho, coisa nenhuma. Os tempos mudam e com a mudança deles, muita coisa muda, também, umas vezes para melhor, outras, para pior. Temos que nos adaptar, seulement, e às vezes, com custo e sacrifício mental/mentais (por vezes, tenho dúvidas na escrita. É normal, julgo).

Dias bem felizes!

Beijos e abraços para ambos, Henrique e "Quel".
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De Henrique Antunes Ferreira a 01.12.2015 às 19:41

Ceuzitamiga

Poizé, há sempre um momento em um gajo (i.e. eu) se chateia e então está caldo entornado. Até ver sinto-me muito bem cá pelo SAPO, mas ainda ando a aprender todas suas (dele) minudências.

À medida que saiba alguma coisa (com a ajuda dos meus netos e de algumas/uns Amigas/os) irei dando contra desses progressos (???)

Qjs do Leãozão

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