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Este blogue é feito por Amigos para Amigos, porque a Amizade é uma das melhores coisas da vida. Quem vier por bem será bem acolhido. Sejam bem vindos!

Se ainda fosse Natal

por Henrique Antunes Ferreira, em 29.12.15

Século.jpg

  

 Vou à festa!!! Venhooo da feeesstttaaa… Desde sempre a alegria de ir prá farra é dito por quem vai num tom álacre, de satisfação, à espera do que se encontrará, do que se comprará, do carrocel, da roda gigante, dos carrinhos eléctricos, do túnel do amor, da cigana Marianita que sabe a sorte da gente e conta a vida toda, são só quinze tostões e dos vendedores de panelas, a tombola vai rodar, meninas e senhoras concorram, a sorte não escolhe a felizarda, mas pode ser que desta vez… e o cavalheiro de bigode e que usa óculos, que está ali à ponta, também vai concorrer, basta comprar o número ou vários, quantos mais compre, mais pode acertar, vai andar a rodaaaa!!! Voltar é que é uma porra, com os pés a arrastar…

 

 

carrocel 33.jpg

 

Era assim quando Godofredo com os seus sete anitos, ia com os pais à Feira Popular. Que na altura tinha um significado especial: a sua receita ia para a Colónia Balnear do “Século”. Depois de percorrer todos os divertimentos ó pai posso andar no carrocel, posso comer algodão doce? Posso? Posso? E o Matias a desembolsar, os maridos existem para pagar, é só por esta vez, e a dona Gertrudes, sobraçando uma torre de tachos, o alumínio não é lá grande coisa, mas por vinte e cinco tostões é barata a feira, quando as mostrar à tua irmã Pulquéria vai-me invejar, mas a mana já viu, os fundos dos tachos são finíssimos, mais cedo do que espera vai ao fulineiro para lhes deitar uns pingos. Ela vai ter é dor de corno. De cotovelo, mulher, deixa a mana sossegada, estás sempre a dizer mal dela, Matias ela é uma ranhosa e intriguista e invejosa.

 

Faltam apenas as barracas da sardinha assada com salada de alface, cebola e muitos pimentos e vinho de barril que nem para na garganta, ó pai, eu quero comer uma bifana num papo-seco e batatas fritas, ai comes, comes uma chapada nas trombas e deixa-te de choradeiras, os meninos não têm gostos, muito menos fazem encomendas, mas ó Matias a criança não gosta de sardinhada, pronto, venha a bifana - limpa-lhe o ranho do nariz… - e pra beber um pirolito. Com berlinde, pai? Posso partir a garrafa? Matias não diz que sim, nem que não, pode haver por ali um chui e está o caldo entornado. Mas no fundo e para dentro ordena  – parte!

 

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Acabou-se o Natal não há mais pinheiro, serrado à noite em Monsanto, proibidíssimo, meteu-se o presépio na caixa de sapatos onde fica a marinar, agora só para o ano, já se comeu a roupa velha, depois voltará à escola, à carteira fazendo dupla com o Jacinto, às folhas de papel almaço, ao quadro preto, ao giz, à Bufa (a Mocidade Portuguesa) e à dona Pulquéria e ao ponteiro e à menina dos cinco olhos e às orelhas de burro, à janela para toda a gente ver, que era o que chateava mais. Caluda seus molengões, não quero ouvir uma mosca, vamos ao ditado! Cada erro, cada palmada, seus galdérios!

 

Mas, o Jacinto a bichanar, o que foi que te deu o Menino Jesus, então não havia o Pai Natal, um cavalo com rodas, castanho com selim encanado e tudo, até rédeas. O ponteiro bateu-lhe numa orelha, doeu, mas não chorou, aguentou firme que nem uma rocha. Se ainda fosse Natal…

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24 comentários

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De Henrique Antunes Ferreira a 30.12.2015 às 00:02

Manelamigo

Era assim mesmo: o alumínio não aguentava pingos mas a maltosa julgava que sim e não dispensava o "funileiro à portaaa!" mais a gaita.

Sou do tempo da Feira Popular em Palhavã. E crio que não é forçoso escrever mais. Olha as farturas freguês! São pró menino e prá menina a cinco tostões...

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